Núcleo de Ortopedia e Dor

Trauma

Na ortopedia, o termo trauma refere-se a qualquer tipo de lesão musculoesquelética causada por acidentes, quedas, impactos ou movimentos bruscos, que afeta ossos, articulações, músculos, tendões ou ligamentos. O atendimento ortopédico a traumas é fundamental para garantir um diagnóstico rápido, tratamento adequado e recuperação eficaz, minimizando sequelas e preservando a funcionalidade do corpo.

A atuação do ortopedista especializado em trauma envolve não apenas o tratamento emergencial, mas também o acompanhamento clínico e cirúrgico, além da reabilitação funcional com o apoio da fisioterapia, visando a recuperação completa do paciente.

Fraturas ósseas

As fraturas ósseas são lesões que ocorrem quando um osso sofre uma ruptura parcial ou completa devido a traumas, quedas, acidentes ou esforço repetitivo. Elas podem afetar pessoas de todas as idades e variam em gravidade — desde pequenas trincas até fraturas expostas e complexas.

O tratamento de fraturas adequado é essencial para garantir a correta consolidação óssea e a recuperação completa das funções do membro afetado.

O Que São Fraturas Ósseas?

Uma fratura óssea ocorre quando a integridade do osso é rompida por forças maiores do que ele pode suportar. Isso pode acontecer por:

  • Trauma direto (como quedas, acidentes automobilísticos ou esportivos)
  • Impacto repetitivo (causando fraturas por estresse)
  • Doenças que enfraquecem os ossos, como a osteoporose
  • Movimentos bruscos ou torções exageradas

Tipos de Fraturas Mais Comuns

Existem diferentes tipos de fraturas ósseas, e o tipo influencia diretamente o plano de tratamento:

  • Fratura completa – o osso se quebra totalmente em dois ou mais fragmentos
  • Fratura incompleta – ocorre apenas uma fissura no osso (mais comum em crianças)
  • Fratura exposta – o osso rompe a pele, aumentando o risco de infecção
  • Fratura fechada – o osso se quebra, mas a pele permanece intacta
  • Fratura por estresse – microfraturas causadas por uso repetitivo (comum em atletas)
  • Fraturas cominutivas – o osso se fragmenta em vários pedaços
  • Fraturas deslocadas – os fragmentos ósseos ficam desalinhados

Sintomas de Fraturas Ósseas

Os principais sinais de que pode haver uma fratura incluem:

  • Dor intensa e localizada
  • Inchaço e hematomas
  • Deformidade visível do osso ou membro afetado
  • Incapacidade de mover ou apoiar o membro lesionado
  • Estalos no momento do trauma
  • Exposição óssea (em fraturas abertas)

Diagnóstico de Fraturas

O diagnóstico de fraturas ósseas é feito por um ortopedista, com base em exame físico e exames de imagem, como:

  • Radiografias (Raio-X) – mais comum e eficaz na maioria dos casos
  • Tomografia Computadorizada – para fraturas complexas ou articulares
  • Ressonância Magnética – usada especialmente para fraturas por estresse ou lesões associadas

Tratamento de Fraturas

O tratamento de fraturas depende do tipo, localização e gravidade da lesão, bem como da idade e saúde geral do paciente. As principais abordagens incluem:

  • Tratamentos conservadores:

– Imobilização com gesso ou tala

– Uso de muletas, botas ortopédicas ou coletes, conforme o caso

– Medicação para dor e inflamação

– Fisioterapia para reabilitação e fortalecimento

  • Tratamentos cirúrgicos:

– Cirurgia ortopédica com uso de placas, parafusos, hastes ou fixadores externos. Indicado para fraturas instáveis, expostas, múltiplas ou que não alinham naturalmente

Reabilitação Pós-Fratura

Após o tratamento, a reabilitação é essencial para restaurar os movimentos, força e função do membro afetado. O acompanhamento fisioterapêutico reduz o risco de rigidez, atrofia muscular e outras complicações.

Pseudartrose

A pseudartrose é uma complicação ortopédica que ocorre quando uma fratura óssea não cicatriza corretamente dentro do tempo esperado, formando uma “falsa articulação” no local da fratura. Essa condição pode causar dor persistente, instabilidade e perda da função do membro afetado. O diagnóstico precoce e o tratamento para pseudartrose adequado são essenciais para restaurar a mobilidade e evitar sequelas a longo prazo.

O Que É Pseudartrose?

O termo pseudartrose vem do grego e significa “falsa articulação”. Ela ocorre quando há falha na consolidação de uma fratura, ou seja, o osso não se regenera de forma completa e firme. Em vez de formar um calo ósseo sólido, o local da fratura mantém mobilidade anormal, como se fosse uma nova articulação – o que não é funcional nem saudável.

Causas Mais Comuns da Pseudartrose

Diversos fatores podem interferir na cicatrização óssea e levar ao desenvolvimento de pseudartrose, incluindo:

  • Fraturas graves ou cominutivas (com muitos fragmentos)
  • Má estabilização da fratura (gesso ou fixação inadequada)
  • Infecção no local da fratura (osteomielite)
  • Tabagismo, diabetes ou doenças que afetam a circulação
  • Uso prolongado de medicamentos como corticosteroides
  • Falta de repouso ou reabilitação precoce

Sintomas de Pseudartrose

  • Dor persistente no local da fratura, mesmo após semanas ou meses
  • Inchaço ou deformidade visível
  • Instabilidade ou sensação de “moleza” no osso
  • Dificuldade para apoiar ou movimentar o membro afetado
  • Ausência de consolidação óssea em exames de imagem (raio-X ou tomografia)

Diagnóstico da Pseudartrose

O diagnóstico é feito por um ortopedista, com base na análise clínica e exames de imagem. As radiografias seriadas mostram a ausência de calo ósseo, e a tomografia ajuda a avaliar a estrutura óssea com maior precisão. O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento.

Tratamento para Pseudartrose

O tratamento para pseudartrose varia conforme o tipo, localização da fratura e condição geral do paciente. As abordagens mais utilizadas incluem:

  • Tratamento cirúrgico:

– Revisão da fratura com nova fixação (placas, parafusos, hastes intramedulares)

– Enxerto ósseo autólogo (retirado do próprio paciente) ou sintético

– Estimulação elétrica ou ultrassônica para promover regeneração óssea

– Controle de infecção, se for pseudartrose séptica

  • Tratamento não cirúrgico (em casos selecionados):

– Suporte com órteses ou imobilizadores especiais

– Terapias biológicas, como fatores de crescimento

– Suplementação nutricional e controle de comorbidades (como tabagismo e diabetes)

A escolha do tratamento depende de uma avaliação minuciosa por uma equipe de ortopedia especializada em fraturas complexas e falhas de consolidação.

Pseudartrose Tem Cura?

Sim, a pseudartrose tem tratamento e pode ser corrigida com abordagens modernas e acompanhamento especializado. O objetivo é restaurar a estrutura do osso, eliminar a dor e permitir que o paciente retome suas atividades com segurança e qualidade de vida.

Osteomielite

A osteomielite é uma infecção óssea grave que pode comprometer a estrutura do osso, causando dor intensa, febre e, em casos avançados, destruição óssea. A doença pode atingir qualquer osso do corpo, mas é mais comum em ossos longos, como os da perna e do braço, e exige tratamento especializado e imediato.

O sucesso no tratamento de osteomielite depende de um diagnóstico precoce e do uso correto de antibióticos e, em alguns casos, de cirurgia para remover o tecido infectado.

O que é Osteomielite?

A osteomielite é uma infecção causada por bactérias ou fungos que atingem o osso através da corrente sanguínea, de feridas abertas (como fraturas expostas) ou após cirurgias ortopédicas. A bactéria mais comum associada à infecção óssea é o Staphylococcus aureus, incluindo suas formas resistentes, como o MRSA.

Fatores de Risco

Algumas condições aumentam o risco de desenvolver infecção óssea, como:

  • Fraturas expostas
  • Cirurgias ortopédicas com implantes
  • Diabetes mal controlado
  • Insuficiência vascular periférica
  • Feridas crônicas ou úlceras nos pés
  • Uso prolongado de cateteres ou acesso venoso
  • Imunossupressão

Sintomas da Osteomielite

Os sintomas variam de acordo com a gravidade e localização da infecção, mas os mais comuns são:

  • Dor intensa no osso afetado
  • Inchaço, vermelhidão e calor local
  • Febre e calafrios
  • Dificuldade para movimentar o membro afetado
  • Saída de secreção por feridas ou orifícios na pele (em casos crônicos)
  • Cansaço e mal-estar geral

Em crianças, os sintomas podem ser mais agudos, enquanto em adultos a osteomielite crônica pode se desenvolver lentamente.

Diagnóstico da Infecção Óssea

O diagnóstico da osteomielite é feito por um médico especialista e pode incluir:

  • Exame físico e avaliação dos sintomas
  • Exames laboratoriais (hemograma, PCR, VSH, cultura de sangue)
  • Radiografias, tomografia e ressonância magnética
  • Biópsia óssea ou cultura da secreção, para identificar o microrganismo causador

Um diagnóstico preciso é fundamental para definir o tratamento da osteomielite mais eficaz.

Tratamento de Osteomielite

O tratamento da osteomielite envolve uma combinação de terapias e, em muitos casos, exige internação hospitalar.

  • Antibióticos:

– Administração intravenosa por 4 a 6 semanas, com possível transição para via oral

– O tipo de antibiótico é definido conforme o agente infeccioso identificado

  • Cirurgia:

– Desbridamento cirúrgico, para remoção do tecido infectado

– Drenagem de abscessos ou secreções

– Em casos crônicos, pode ser necessária a remoção de implantes ortopédicos ou reconstrução óssea

  • Suporte complementar:

– Imobilização temporária do membro

– Controle de doenças de base, como o diabetes

– Fisioterapia para recuperação funcional após o controle da infecção

Prognóstico e Cuidados Pós-tratamento

Com tratamento adequado, a osteomielite aguda pode ter cura completa. Já a osteomielite crônica requer acompanhamento prolongado e, em alguns casos, pode se tornar recorrente. A reabilitação é fundamental para o retorno às atividades e prevenção de complicações.

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Dr. Juliano M. D. Malpaga

Trauma do Esporte

Dr. Lucas Nigro

Trauma